Não sou das pessoas que gostam de achar significado em tudo, mas detesto quando mesmo quando não gosto, as coisas se mostram dessa forma.
Converso com cara que além do que mostra ao público, nada de profundo de verdade sei. Escrevo pra ele sem obter respostas — mas também não espero que me responda. O escrevo porque apresenta conteúdo que me interessa e me instiga a pensar.
Curioso da coisa é que mesmo que não me responda diretamente, de alguma forma me responde também.
A última vez que o remitir foi falando da minha frustração com o livro que estava terminando, e como que apesar do Aidan ser rico em defeitos, ainda estava listado como meu ideal. Contei como não gostara de como ele pediu a Jude em casamento — bem ao estilo Sr. Darcy de Orgulho e Preconceito (2004), que ao invés de fazer do pedido uma coisa romântica, faz soar como uma ofensa. Abordei quanto a complexidade do que é a instituição casamento, e de que mesmo o Aidan sendo maravilhoso, não me descia aquele jeito lá que ele fez o pedido. Escrevi horrores, me fiz prolixa como consigo ser naturalmente, mas não sei se por pura coincidência, ocorreu do tema da semana (passada) e do foco dos vídeos, ser justamente o casamento.
Gostei do modo que ele quis passar a ideia, o que me inspirou a enviar um e-mail falando sobre o que achei do conteúdo. Me alongue tratando da minha dificuldade de aceitar a ideia da coisa, de como não me dou bem com coisas mesmo simples numa relação amorosa, tal como — e pode ri, andar de mãos dadas. Não sei explicar isso na terapia, não consigo explicar nem mesmo para mim.
Papo vai e vem, expliquei como a funciona a complexidade da minha mente sobre o tema e tudo o mais, e deixei claro que não é apenas um conteúdo que evito pensar, como também não faço nada que me leve a me relacionar com uma pessoa romanticamente. Sim, eu evito conscientemente. Não somente pretendo, como é uma meta, evitar relacionamentos afetivos — e não sei por quanto tempo.
Não tenho problemas em falar sobre as minhas neuras, meu problema é ter que resolvê-las. Contei sinceramente e deixei a coisa pra lá. Mas, adivinhe, o vídeo postado hoje por ele veio como síntese algo como “Precisa-se evitar paralisação, ao mesmo tempo que se tem que enfrentar as coisas de frente”. Me diga se não parece uma piada.
Quando o escrevo, não busco respostas (e por isso não as espero), como também não é porque conto uma coisa, que eu queira ter uma solução para ela. O vídeo dele foi nessa linha de resolver coisas que se adia… Como sou teimosa, prefiro apostar em seguir no meu próprio ritmo, e opto decidir por mim, então ficar na inércia nesse tema é algo que almejo por mais tempo e obrigada.
Vê se se pode com uma coisa dessas…